Bebê que aguardava cirurgia no HGVC foi transferido para Salvador

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Foto: Ascom HGVC.

Um bebê, Laurinho José Santos, de um mês e 16 dias, estava internado no Hospital de Base aguardando por cirurgia a meses e foi transferido nesta madrugada para o hospital particular Ana Nery, em Salvador, por determinação do Ministério Público. Além desse caso, está internado no HGVC, Noélio Penha Neto, aguardando vaga para ser transferido e realizar uma cirurgia urgente. O bebê tem um ano e um mês e está internado há dois meses. No caso, a família contratou um advogado e entrou com a ação. O caso está atualmente na Justiça.

A complicação de Noélio é hidrocefalia, o que ocasionou convulsões. Além disso, as complicações de saúde levaram o bebê a perder a visão. A situação do bebê, segundo relatou o HGVC, é de que está em captação por vaga via regulação. Ele está em UTI e necessita de transferência para hospital de referência em Salvador.

O Ministério Público de Vitória da Conquista, foi consultado nos dois casos. No primeiro, Laurinho, a ação foi encaminhada para a Promotoria de Brumado, onde tudo se encaminhou. O bebê já teve sua situação resolvida, sendo transferido para o hospital Ana Nery, que tem a capacidade de realizar a cirurgia cardíaca de alta complexidade que os hospitais de Conquista e região não tem.

Já no segundo caso, a família está lutando com advogado, portanto o Ministério Público de Vitória da Conquista tomou partido do caso, aconselhou a família, mas sugeriu que o processo fosse encaminhado com o advogado. O processo está na Justiça.

Segundo informou assessoria do Hospital, o transporte de Laurinho ficou por contato da Regulação que deve que ser UTI Neonatal Móvel.

Outro hospital, mesmo problema

Não é a primeira vez que casos assim ocorrem em Vitória da Conquista, seja na esfera municipal ou na esfera estadual. Em outro hospital, um bebê também precisou de cirurgia cardíaca e precisou recorrer a Justiça para conseguir a transferência. Em 27 de março deste ano, faleceu a menina Heloysa Lisboa de Carvalho, que estava internada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Esaú Matos desde o dia 23 de fevereiro. A menina tinha complicações cardíacas e dependia de uma cirurgia que só poderia ser feita em um hospital de Salvador. No caso, a Justiça determinou a transferência e ainda assim, o Estado não conseguiu a vaga, e a menina faleceu na fila de espera.

Na época, a defensora pública da Vara da Infância e Juventude, de Vitória da Conquista, Dr Maria Fernanda, já alertava que essa não é uma demanda de hoje: “Hoje ele está centralizado em Salvador. Claro que a quantidade de vagas é limitada, claro que você não tem vaga para todo mundo. Só que isso não é uma coisa que surgiu agora e que o Estado não tinha planejamento, e aí parece que foi um boom e se diz: ‘meu Deus, eu não sabia que era assim’. Isso é uma demanda que já está acontecendo ao longo dos anos. Eles sabem que existe essa necessidade. Eles sabem que têm crianças que acabam esperando e algumas acabam falecendo nessa espera”.

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